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Os movimentos repetitivos são inevitáveis nos processos de trabalho existentes na minha empresa. Pretendo controlar os efeitos negativos sobre a saúde dos meus colaboradores. Como devo proceder?

Em primeiro lugar deve solicitar ajuda a um especialista. Em segundo lugar deverá implementar alterações às situações de trabalho com maior responsabilidade pelos efeitos (negativos) sobre a saúde. Em terceiro lugar deverá monitorizar a exposição aos factores de risco observados durante a realização das tarefas repetitivas.

A Ergonómica 560, apresenta um pacote de soluções específico para esta situação: o nosso processo conduz a uma classificação de todas as tarefas por níveis de risco; à disponibilização de recomendações para as alterações das situações de trabalho com maior risco; e a monitorização da exposição dos operadores de acordo com as tarefas realizadas. Este processo é, aliás, matéria da norma ISO 1005-5, recentemente aprovada.

A competência científica dos responsáveis da Ergonómica 560 e a experiência, iniciada no ano 2000, na implementação das recomendações apresentadas neste documento são factores-chave e uma combinação única para confiar na nossa capacidade.



O desejo de melhores condições de trabalho foi um dos resultados apontados num inquérito realizado na minha empresa. Neste momento não podemos investir em novos equipamentos. Existem alternativas?

Concerteza. A substituição ou, eventualmente, a reconcepção de equipamentos é apenas uma possibilidade, entre muitas outras. Equacione, por exemplo, uma reorganização do plano de trabalho de cada colaborador.

Na Ergonómica 560, preconizamos a metodologia de intervenção ergonómica. Significa que só depois de compreendermos que factores condicionam a actividade de trabalho dos seus colaboradores é que apresentamos sugestões para a alteração dos pontos que não estão em conformidade. Este tipo de análise permite identificar, para cada situação de trabalho, quais os elementos que deverão ser objecto de intervenção e - porque se torna possível a simulação dos efeitos esperados -  seleccionar de um conjunto de possibilidades a que for mais conveniente para a organização.



Sou responsável por uma área de produção em que os operadores movimentam cargas manualmente. Qual o peso máximo que podem transportar?

Não existe um único valor de referência. O peso limite recomendável que deverá respeitar irá variar de acordo com as condições em que a movimentação da carga é realizada. A legislação nacional relativa à movimentação manual de cargas (Decreto-Lei 330/93) preconiza o valor limite de 30kg para operações ocasionais e 20kg para operações frequentes.

No entanto, decorrente da investigação produzida até à data e do acordo entre os Estados Membros da União Europeia, resultou a norma ISO 11228. Esta norma apresenta um conjunto de recomendações para a concepção de tarefas de movimentação manual de carga e considera o valor máximo de 25Kg, assumindo que a tarefa é realizada nas condições ideais.

A Ergonómica 560 dispõe dos métodos de análise indicados para a avaliação das condições de movimentação manual de cargas. Além da avaliação propriamente dita, oferecemos aconselhamento para poder decidir de acordo, não só, com o que é prioritário, mas também com o que lhe possibilitar a melhor relação custo-benefício. No serviço que lhe poderemos prestar, estão integrados os conteúdos da norma ISO 11228.



Recentemente, o serviço de medicina do trabalho tem solicitado a transferência de alguns colaboradores para outras tarefas, menos exigentes. Ultimamente, ao contrário do que acontecia no início, estes casos têm vindo a aumentar. Já esgotei as opções que existem na empresa. Como posso resolver o problema?

Em primeiro lugar é de elogiar a articulação conseguida com o serviço de medicina do trabalho. Essa boa prática deve ser continuada e desenvolvida. E parte da solução que lhe sugerimos passa, precisamente, pelo desenvolvimento da relação inciada que deverá atender aos seguintes pressupostos:

1) O Médico do Trabalho deve decidir, também, em função:

a) Da avaliação dos factores de risco profissionais observados durante a actividade de trabalho;
b) Das consequências da decisão no plano de produção. Ou seja, deverá ser acautelada a capacidade de resposta da produção para integrar a nova restrição em função das limitações já existentes.

2) O responsável pelo plano de produção deve ter acesso e compreender de que forma é que as limitações funcionais atribuidas a cada colaborador - pelo médico do trabalho - influenciam, naquele preciso momento, o seu plano de produção.

Assegurados estes pressupostos as soluções encontradas serão fruto de um trabalho em equipa e não apenas do resultado decorrente da acção isolada de cada um. No entanto, para que este procedimento seja possível, terá que haver a participação de um terceiro elemento. Alguém deverá assegurar a disponibilização dos dados relativos à avaliação dos riscos profissionais. Esta é uma competência dos Ergonomistas.
Na Ergonómica 560, temos o know-how para o ajudar a implementar este tipo de solução.



Recebi, recentemente, uma notificação do Centro Nacional de Protecção Contra os Riscos Profissionais (CNPRP) perante a qual estou obrigado a disponibilizar condições de trabalho compatíveis com uma redução da capacidade de trabalho de um colaborador, avaliada em 12%. Que alterações deverei realizar?

O artigo 9º do Decreto Lei nº 248/99 de 2 de Julho caracteriza as acções previstas no âmbito da reabilitação dos trabalhadores afectados por lesão ou doença. Assim, obriga a que a seja “(...) assegurada, na empresa ao serviço da qual ocorreu a doença, a ocupação e função compatíveis com o respectivo estado e a respectiva capacidade residual.” Na prática, tratando-se de um operador contratado para a produção, a entidade empregadora poderá vir a ser obrigada a explorar soluções noutros departamentos.

A abordagem que faremos a esta questão centra-se exclusivamente sobre o objectivo de identificar um posto de trabalho compatível pertencente à mesma função. Ainda assim, a sugestão que apresentamos recai apenas sobre o princípio que deve estar subjacente à futura acção. A medida concreta dependerá, entre outros factores, da doença diagnosticada ao colaborador em questão.

Queremos ainda esclarecer que a incapacidade determinada pelo CNPRP caracteriza a perda na “capacidade de trabalho” ou “de ganho” do indivíduo. Ou seja, assume-se que por consequência da lesão ou doença o trabalhador já não dispõe de parte da capacidade de trabalho anterior, não podendo utilizá-la para o seu “ganho”. A percentagem de redução tem como objectivo fixar o montante de compensação financeira a atribuir ao trabalhador. Servindo apenas para caracterizar uma prestação pecuniária, esta notificação tem poucos efeitos nas acções que, na nossa opinião, deveriam ter lugar na organização. Assim, um dos pontos que é necessário investigar consiste na caracterização das restrições funcionais resultantes da lesão/doença diagnosticada. Assim, colocam-se dois cenários:

 Ou os Serviços Médicos da empresa solicitam ao CNPRP uma caracterização detalhada sobre as limitações funcionais atribuidas ao trabalhador;
 Ou, na ausência dessa informação, deverão os próprios serviços assumir essa caracterização.

Em ambos os casos, o passo seguinte deverá consistir em cruzar as capacidades funcionais residuais do colaborador a quem foi declarada lesão/doença, com as exigências que lhe são apresentadas durante a realização das tarefas que compõem o universo dos postos de trabalho a considerar. Desta relação resultará uma selecção de actividades que poderão vir a ser aconselhadas ao colaborador - desde que a intensidade observada para cada um dos factores e a respectiva duração, não ultrapassem os níveis de exposição conhecidos para a doença em causa.

Não sendo encontrada nenhuma actividade compatível, será necessário considerar outro tipo de soluções, que necessariamente envolverão maiores custos: a reconcepção do posto de trabalho, ou a reconversão profissional, tal como previsto na lei.

Se necessitar de colaboração para a resolução de situações desta natureza, a Ergonómica 560 está disponível para o ajudar. As nossas soluções acompanham-no à medida que as suas necessidades evoluem. Estamos disponíveis para qualquer que seja o seu objectivo: assessorar na tomada de decisão e/ou na implementação de um sistema de gestão de incapacidades funcionais.



Que utilidade tem para a minha empresa uma avaliação dos riscos?

Serve, em primeiro lugar, para conhecer as ineficiências da sua organização. A exemplo de outras ferramentas de gestão, uma avaliação dos riscos pode, facilmente, constituir-se numa fonte de informação que contribui para uma gestão mais eficiente.

A competitividade das organizações pode ser trabalhada, também, pela integração da informação disponível na avaliação dos ricos e do conhecimento criado a partir dessa base.
Esse é o compromisso que está assumido nos projectos a desenvolver pela Ergonómica 560.



Pretendo implementar um sistema que me forneça indicadores concretos sobre as condições de trabalho, para apoiar as decisões que tenho que tomar na minha organização. Que soluções existem no mercado?

No mercado português, ainda não existem soluções comerciais desta natureza. Há sim organizações que, por negociarem em mercados muito competitivos, integraram nos seus instrumentos de gestão a monitorização das condições de trabalho. Nesses casos a utilização deste tipo de ferramenta tem disponibilizado informações para ajuda à decisão em diferentes departamentos, como sejam: Engenharia; Recursos Humanos; Medicina do Trabalho; Produção; Logística; Qualidade.
Contudo são soluções feitas à medida das necessidades particulares das empresas, não havendo por enquanto, a possibilidade de serem aplicadas noutras organizações sem a orientação específica de ergonomistas.

A experiência adquirida no desenvolvimento e implementação deste tipo de sistema, está agora disponível através da Ergonómica 560.



Preciso de comprar uma grande quantidade de ferramentas manuais mas estou indeciso entre várias marcas. Que ferramentas são mais seguras, provocam menos erros e têm maior aceitabilidade por parte dos trabalhadores?

A comparação das características das ferramentas, ou de qualquer outro tipo de equipamento, levando em consideração todos os factores do processo, desde as características do utilizador, à tarefa a realizar e toda a envolvência física e ambiental do posto de trabalho, é um factor determinante para a optimização da interacção com o utilizador e para a eficiência do sistema. Dados essenciais para fazer a escolha mais acertada tendo em conta o seu processo de trabalho são:

1) Os factores relativos à ferramenta como sejam a sua forma, dimensões, centro de gravidade, material e textura, protecções, vibrações;

2) Os factores relativos ao conforto do utilizador como as suas dimensões antropométricas, idade, sexo, experiência e técnica;

3) Os factores do contexto como, por exemplo, as condições físicas (envolvimento térmico, luminoso, acústico, etc.), a postura, a utilização de luvas e a manutenção da própria ferramenta.

A Ergonómica 560 dispõe de um conjunto de metodologias para realizar avaliações da usabilidade dos produtos, assegurando que todas as variáveis envolvidas no processo são sempre tidas em consideração, para que a escolha seja a mais adequada à sua situação.



Desejo ser o distribuidor nacional de alguns produtos destinados à utilização por parte de pessoas idosas. Quais os produtos que realmente se adaptam melhor às suas capacidades e limitações?

Hoje em dia os processos de fabrico alcançaram um tal ponto de sofisticação que quaisquer vantagens em termos de fabrico, como a oferta aos clientes de produtos com uma boa usabilidade e acessibilidade, são algo novo nos mercados onde as especificações técnicas e funcionais variam muito pouco entre marcas. Por isso, a Ergonomia não deve estar só presente em contextos laborais, pois o seu espectro de abrangência alarga-se também ao lazer e à utilização quotidiana no sentido de proporcionar segurança, conforto e eficácia a todos. A tomada em consideração das necessidades específicas de determinadas populações alvo (idosos, crianças, deficientes, etc.) são essenciais, tanto em equipamentos e ferramentas, como em objectos utilitários.

A selecção dos produtos mais adequados é função de factores como a usabilidade e a acessibilidade, beneficiando não só as populações com necessidades particulares mas também toda a população em geral. Para tal, é necessário analisar o perfil do utilizador para determinar variações nas capacidades físicas ou cognitivas em relação à população em geral e realizar uma análise competitiva dos produtos existentes no mercado.

Centrando as suas competências no factor humano, a Ergonómica 560 é o interlocutor privilegiado para a avaliação e adequação das características dos produtos às necessidades específicas de certos utilizadores podendo, também, identificar as oportunidades de desenvolvimento de novos produtos e de melhoramento dos existentes.



Pretendo desenvolver um software cuja usabilidade seja uma das prioridades. Como posso assegurar essa característica?

Um software, um site, uma intranet ou qualquer outro sistema de informação deve privilegiar a facilidade de utilização de forma que a informação desejada seja fácil e rapidamente encontrada. A Ergonomia preocupa-se com a optimização desta interacção devendo para tal estar presente em todas as fases de desenvolvimento do produto. Só assim se assegurará uma boa usabilidade resultante da facilidade de interacção do utilizador com a informação disponível. Assim:

1) O sistema deve ser fácil de aprender de forma que o utilizador possa começar a desempenhar com rapidez uma tarefa;

2) Deve ser eficiente para que depois de aprender o sistema o utilizador possa atingir um alto nível de produtividade;

3) Deve ser fácil de lembrar para que o utilizador casual possa voltar ao sistema após algum tempo sem o utilizar sem ter de aprender tudo outra vez;

4) Deve ter uma baixa taxa de erros de forma que os utilizadores cometam poucos erros e quando os cometerem os possam recuperar facilmente;

5) E finalmente deve ser agradável de utilizar de forma que os utilizadores se sintam subjectivamente satisfeitos quando o utilizam.

A Ergonómica 560 disponibiliza metodologias que asseguram a introdução dos princípios da Ergonomia durante todo o processo de desenvolvimento do produto contando para tal com a experiência dos seus profissionais e regulamentação internacional em vigor.




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Última actualização: 01-09-2009 11:25:19